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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

De repente....


De repente tudo vai ficando tão simples que assusta. A gente vai perdendo algumas necessidades, antes fundamentais e que hoje chegam a ser insignificantes. Vai reduzindo a bagagem e deixando na mala apenas as cenas e pessoas que valem a pena. As opiniões dos outros são unicamente dos outros, e mesmo que sejam sobre nós, não têm a mínima importância. (...)

Vamos abrindo mão das certezas, pois com o tempo já não temos mais certeza de nada. E de repente isso não faz a menor falta. (...) Paramos de julgar, pois já não existe certo ou errado, mas sim a vida que cada um escolheu experimentar.

(...) Por fim entendemos que tudo que importa é ter paz e sossego. É viver sem medo, e simplesmente fazer algo que alegra o coração naquele momento. É ter fé. E só.

Elaine Matos










Foto - Garibaldi, RS



sábado, 21 de janeiro de 2017

Rascunhos de Mim


Às vezes me finjo de bobo,
Espreitando as possibilidades,
Abrindo mão da minha personalidade,
Disfarçando-me para fugir da verdade.

Às vezes me faço poeta,
Para liberar emoções guardadas,
Refugiar-me da solidão,
Contar as mentiras que me fazem verdadeiro,
Palavras que não importarão no momento derradeiro.

Às vezes me faço de nada,
Principalmente quando tento ser tudo,
Não sou escudo, não sou espada,
Nesses momentos... Me faço de mudo.

E assim faço meu jeito de ser,
Rascunhando minhas características,
Juntando tudo, formando metade de mim,
E a outra metade? Fez-se de invisível?
Ou será que foi o rascunho que apaguei?

Luan Mordegane Pupo







Foto - Marina