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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sorri...




Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz.

Djavan

sábado, 1 de julho de 2017

Sorri....



Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

Charles Chaplin / G. Parsons / J. Turner - Vs. Braguinha




Foto - Meu Jardim

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Silêncio....


Silêncio, nostalgia...
Hora morta, desfolhada,
sem dor, sem alegria,
pelo tempo abandonada.

Luz de Outono, fria, fria...
Hora inútil e sombria
de abandono.
Não sei se é tédio, sono,
silêncio ou nostalgia.

Interminável dia
de indizíveis cansaços,
de funda melancolia.
Sem rumo para os meus passos,
para que servem meus braços,
nesta hora fria, fria?

Fernanda de Castro, in "Trinta e Nove Poemas"






Foto - Porto/PT

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Insistia em entrar.....



Da janela entreaberta, 
onde um raio de sol 
insistia em entrar, 
olhava o dia como um pássaro 
querendo voar para fora da gaiola. 

Erotildes Vittoria 










Foto - Fazenda Morada do Castelo, Resende/RJ

domingo, 9 de abril de 2017

Amo-te....



Amo-te como a planta que não floriu e tem
dentro de si, escondida, a luz das flores,
e, graças ao teu amor, vive obscuro em meu corpo
o denso aroma que subiu da terra.

Amo-te sem saber como, nem quando, nem onde,
amo-te diretamente sem problemas nem orgulho:
amo-te assim porque não sei amar de outra maneira,

a não ser deste modo em que nem eu sou nem tu és,
tão perto que a tua mão no meu peito é minha,
tão perto que os teus olhos se fecham com meu sono.

Pablo Neruda









Foto - Flores do meu jardim

domingo, 26 de março de 2017

Em seara alheia...


Primeiro era o breu,
depois o silêncio!
Não existia nada
para lá do vazio.
Depois nasceu o verbo
que acendeu as luzes
e os poetas viram
que havia um mundo
imenso à espera
do seu olhar perspicaz
e das suas palavras.

Emanuel Lomelino 







Foto - Fazenda Morada do Castelo, Resende/RJ

terça-feira, 21 de março de 2017

Passo a Passo


Evito, assim, o embaraço
Do medo de me perder.

Aprendi que todos os danos
Da alma são mal nefasto
E erros, da alma profanos,
Por minha paz os afasto.

No passado apago enganos,
Das mágoas pelo que errei
Na esperança de que, sem danos
Apenas eu, um dia, eu serei.

No quieto nevoeiro que por mim passa
Descubro a luz que me alumia
Por entre o fumo que se esfumaça
Encontro o sol de um novo dia.

Do meu passado liberta
Por mim, assim, eu renasço
É a alma que desperta
Lentamente, passo a passo.


Ana Paula Filipe in Conversas da Alma







Foto - Gramado num dia cinzento

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Penumbra....


Contemplo
o breu incompleto,
da luz seduzindo teto,
sombras.

Movimentos reflexos 
completos,
da luz acesa no teto,
sombras

Luz em riscos de giz
desenhando certo,
no teto,
sombras.

Luz incompleta no teto.
Sombras em movimento.
Penumbra
Eu, meus pensamentos e meus complexos.

Rosa Berg